Com o recesso do Poder Legislativo de Marechal Cândido Rondon encerrando na segunda-feira (11) e a volta oficial aos trabalhos, é grande a expectativa por parte dos rondonenses em relação ao clima entre os vereadores, principalmente quando recomeçarem as sessões. Isto porque no ano passado, quem acompanha a política, viu brigas que partiram para o lado pessoal. Em entrevista à reportagem do Jornal O Presente, ontem (06), o vereador Elmir Port, que ocupa o cargo na mesa diretiva como 1º secretário e também preside o PTB local, faz uma análise de 2009, comenta sobre as expectativas para 2010, até por se tratar de um ano eleitoral, e revela que o partido buscará candidatura própria em 2012, dentre outros aspectos. Confira.
Avaliação do ano legislativoO vereador e 1º secretário da Câmara de Vereadores de Marechal Rondon, Elmir Port, avalia que 2009 foi um ano satisfatório, tendo o Poder Legislativo uma grande renovação. “Nós tivemos uma renovação de praticamente 70%. Dois vereadores antigos retornaram à Casa de Leis, então contamos praticamente com quatro vereadores experientes e cinco vereadores novos, que também já estão bem preparados agora. Estes novos vereadores, logo em seu primeiro ano, nos surpreenderam em certos pontos. Tivemos tumultos entre alguns edis, mas sempre primamos para que isso não acontecesse. Foi inevitável em alguns momentos, mas interferimos no sentido de conseguir proporcionar a maior harmonia possível entre os nove vereadores”, aponta.
Na avaliação do rondonense, 2009 foi marcado como um ano de muitos conflitos na Câmara.
“Em todos estes anos em que estou convivendo na Câmara e no que conheço a história de Marechal Cândido Rondon, foi um ano de muitos conflitos drásticos, que machucaram algumas pessoas, mas com certeza foram superados. Vamos superar todos estes problemas em conjunto. Eu quero ser um vereador que vou fazer parte para que seja possível melhorar muito o comportamento individual e os trabalhos de cada um na Câmara de Vereadores”, declara.
Atuação governistaApesar da mesa diretiva do Poder Legislativo ter sido eleita pela oposição, hoje a atuação da Casa de Leis, em sua maioria, é claramente governista. Elmir, vereador de oposição, ressalta que não precisa mudar de partido ou de lado político para poder ajudar o município. “Estou atuando para ajudar o meu município, e não o atual prefeito ou a sua equipe. Quando eu puder ser útil estarei à disposição, e onde eu não puder eu vou com toda liberdade dizer porque não posso e porque não vou ajudar”, afirma. Questionado se em 2010 a atuação da Câmara deve continuar quase que unânime favorável ao governo municipal, o vereador diz que por se tratar de um ano eleitoral isso pode aquecer os ânimos dos integrantes do Legislativo. “Eu acho que nós, como vereadores, precisamos dar uma trégua ao novo governo para este mostrar trabalho. Estamos um pouco preocupados porque poucas coisas foram realizadas em 2009 e este ano tem que aparecer resultados administrativos de uma gestão pública mais produtiva. Vamos começar a fiscalizar mais, pois esta é a nossa função, além de dar mais sugestões e cobrar resultados. Aprovamos mais de 800 indicações e requerimentos em 2009, mas nem 5% destes foram realizados. Em contrapartida, aprovamos mais de 160 projetos de lei de autoria do Executivo, nenhum foi rejeitado”, expõe.
Rigor na fiscalizaçãoDe acordo com Elmir, a oposição deve ser mais rigorosa na fiscalização dos atos da administração municipal. “Vamos pegar o plano de governo usado na campanha e vamos procurar acompanhar todos os atos e ações do Executivo, diariamente, como já vínhamos fazendo. Já temos arquivado documentos de todo o ano e vamos analisar ato por ato para poder contribuir com o prefeito. Seremos os fiscalizadores das ações do Executivo e acho importante que o prefeito tenha o aval do Legislativo, como tem tido até agora. Isso é uma retaguarda para o prefeito, uma segurança para poder administrar: onde ele errar está sendo fiscalizado e orientado para poder consertar”, analisa.
Eleições 2010Em relação às eleições de outubro, o vereador e também presidente do PTB rondonense diz que manteve contato recentemente com o diretório regional e este não autorizou e nem desautorizou o partido local a assumir uma postura com relação a algum candidato. “O PTB está um pouco mais cauteloso e a partir de janeiro teremos mais contato com os responsáveis pela coordenação regional. No início de fevereiro teremos, em Foz do Iguaçu, o Encontro Nacional do PTB. O evento vai reunir diversas lideranças do partido de todo país e Estado, inclusive o presidente nacional Roberto Jefferson. Na ocasião, devemos definir o apoio aos candidatos das eleições deste ano”, destaca.
Postura em 2012Elmir afirma que o PTB sempre foi um partido importante ao município e que deu sustentação para muitos partidos locais. Por isso, o objetivo é trabalhar para elaborar um projeto político e administrativo visando o próximo pleito, em 2012. “Queremos trabalhar nisso a partir do próximo ano. Se conseguirmos agregar pessoas que possam nos assessorar, bem como ideias e sugestões, que nos ajude a elaborar este projeto de uma gestão pública mais produtiva, séria e transparente, o PTB está disposto a lançar candidatos próprios, como também pedir o apoio a todos os partidos e rondonenses para que nos deem mais uma oportunidade para que possamos apresentar um projeto à altura que Marechal Cândido Rondon merece”, revela o dirigente."Temos que ter claro nossa linha, porque se não houver aliança no primeiro turno, terá que ser no segundo, e deve ser feita com coerência", acrescenta.
Candidatura própriaPortanto, salienta o vereador, o PTB vai procurar viabilizar candidatura própria no município. “Vai chegar o momento em que o PTB terá candidato próprio, tanto para prefeito como a vice-prefeito também, vai ter uma chapa completa para vereadores igualmente. Não sabemos como serão as novas regras eleitorais, mas estamos nos preparando para isso.
Um fato importante é que depois da derrota que sofremos com um número tão grande de votos, já que éramos governo na gestão passada, diante do desgaste do atual governo, muitas pessoas estão nos procurando para fazer parte de um novo grupo, de novas ideias, porque já estão desacreditadas neste atual governo. Para os partidos pequenos que queiram se fortalecer e não estão fazendo parte do atual governo, é muito importante, porque vai começar o crescimento destas legendas também pelo desconforto daquelas pessoas que apoiaram os atuais partidos deste novo governo”, conclui.
Créditos: Jornal O Presente, 20/11/2011